Dogville

Dogville. Um filme angustiante em que o minimalismo cénico depressa se torna um pormenor, não obstante, um pormenor que favorece, e muito, uma leitura alegórica da narrativa. A fé no humano sai fortemente molestada de uma qualquer sala que exiba Dogville, contudo, a ambiguidade que nos guarda a esperança é uma errância que ali se leva entre a representação do homem e a representação da América, a natureza humana ou uma realidade sócio-história específica. É esta indecisão que nos suspende a fé, mas quanto mais estas possibilidades se confundem, mais precária fica uma saída para a angústia que Lars Von Trier inflige.



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